ALTERAÇÕES CEREBRAIS NO AUTISMO, O QUE SE SABE ?




O Transtorno do espectro autista apresenta-se clinicamente com dificuldades de interação social, comportamentos estereotipados e repetitivos.

Atualmente, ainda não há marcadores biológicos para o diagnóstico do autismo, sendo ele clínico. Porém, com estudos recentes, utilizando exames de imagem cerebral e funcionais, foi possível entender melhor os circuitos e estruturas neuronais envolvidos neste transtorno. A compreensão dessas estruturas e as alterações envolvidas no autismo, é importante para melhor compreensão da relação entre os sintomas apresentados e as estruturas que costumam estar afetadas, segundo estudos recentes.

A maioria dos estudos mostram alterações nas estruturas cerebrais como córtex, principalmente o córtex frontal e temporal, cerebelo, amígdala, corpo caloso, núcleos da base e hipocampo. Assim como, mostram hipoativação na maior parte das áreas relacionadas ao processamento de características sociais. Também há alterações de caráter metabólico e celular.


Inicialmente, vale definir anatomicamente essas estruturas e suas principais funções. No sistema nervoso central, há uma distinção entre substância cinzenta e branca do tecido nervoso.


O córtex cerebral, faz parte do telencéfalo, apresenta sulcos e giros. Engloba a maioria das estruturas cerebrais. Nesse sentido, é importante destacar o telencéfalo, o qual compreende os dois hemisférios cerebrais, e é dividido em quatro lobos: Frontal, occipital, temporal e parietal. Aqui, vamos nos atentar, principalmente, ao lobo frontal e temporal, que segundo estudos são os mais afetados pelo autismo.